Personalidades

Francisco Pereira de Paiva

Natural de Catolé do Rocha-PB, Francisco Pereira de Paiva é um pioneiro cuja história é marcada pelo espírito empreendedor, dedicação à família e à vida pública. Ao lado de sua esposa, Dona Rosa, Chico Paiva fez história no comércio através do Bazar das Novidades. Na política, esteve presente no processo emancipatório de 1990 e foi presidente do PMDB, hoje MDB. Pai, avô e bisavô, ele é o pilar de uma família influente, que seguiu seus passos na contribuição para o bem-estar da população local.

José Oroastro Nogueira Souza

Sr. José Oroastro Nogueira Souza, conhecido como Sr. Nogueira, estabeleceu-se em Cidade Ocidental em setembro de 1978. Taxista, ele rapidamente tornou-se um empreendedor e comerciante de destaque. Foi o fundador do Bar Rádio Táxi, do Bar dos Esportes e do inesquecível Skina do Queijão. Ao lado da esposa, Dona Graça, ampliou seus negócios com as panificadoras Trilha do Pão e Kariny. Sr. Nogueira também participou ativamente dos bastidores da política, deixando sua marca no campo da cidadania e do desenvolvimento econômico local.

Nilton de Souza

Nilton de Souza, conhecido artisticamente como Nilton Batata, é um renomado cantor católico cuja trajetória é celebrada nacionalmente e localmente. Ele também fez história à frente do Ministério Romanos, interpretando canções como “Noites traiçoeiras”, um marco na música católica brasileira, e contribuiu para a história municipal ao interpretar o hino oficial da Cidade Ocidental. Atualmente, continua ativo em sua missão de evangelização por meio da música, sendo um dos principais representantes da música religiosa em sua região.

Dirce Cezaria da Silva

Dirce Cezaria da Silva é uma pioneira celebrada por sua valiosa contribuição para o desenvolvimento social, comercial e humano. Ao lado do esposo, Sr. Valdemiro Rocha, também foi proprietária da primeira padaria da Cidade Ocidental, localizada na SQ 11. Dirce também teve um papel importante na organização do movimento que resultou na construção da primeira praça da cidade, antecessora da atual Praça Santo Antônio. Ela é lembrada por sua postura generosa e solidária com o próximo.

Mauro Melo da Cunha

Mauro Melo da Cunha, carinhosamente conhecido como Sr. Mauro, é uma figura importante nas tradições culturais e agrícolas do Município. Mesmo aos 98 anos de idade, ele continuava ativo, cultivando e cuidando de seus pés de marmelo. O Sr. Mauro ainda fabrica, de forma artesanal, a tradicional marmelada, mantendo viva uma valiosa tradição passada de geração em geração. Além de produtor rural, ele foi um anfitrião acolhedor de diversos pousos da Folia de Reis em sua residência.

João Vieira dos Santos

Natural de Minas Gerais, João Vieira dos Santos chegou à Cidade Ocidental em 1978. Empresário visionário, foi um dos fundadores de estabelecimentos que movimentaram a cena cultural e de lazer, como o Vem Viver. Também fez história com Mercado Eldorado e o Feijão com Arroz. Participou do processo de emancipação de 1990 e transformou suas chácaras no Setor de Mansões Suleste, fundando o Clube Recanto das Águas em 2004, um dos espaços de lazer mais importantes da região. Ele também é um exemplo de determinação, tendo iniciado o curso de Direito aos 63 anos e sido aprovado no exame da OAB.

Almiro Antônio Kessler

Almiro Antônio Kessler, natural de Santa Cruz do Sul (RS), chegou a Brasília em 1977 e, em 1980, decidiu fixar residência em Cidade Ocidental, acreditando no potencial de desenvolvimento do município. Em 1983, concretizou seu sonho empreendedor ao inaugurar sua tradicional sorveteria na SQ 16, um ponto de referência que permanece em funcionamento até hoje. Além de seu espírito empreendedor, Sr. Almiro se destaca por seu profundo amor e dedicação à cidade, acompanhando ativamente os movimentos políticos e sociais do Município.

Sr. Borges e Dona Aurora

O casal Sr. Borges e Dona Aurora chegou ao núcleo habitacional no início de 1977, quando a cidade ainda dava seus primeiros passos e poucas famílias haviam se estabelecido. Sr. Borges foi o primeiro alfaiate da Cidade Ocidental, profissão que exerceu com grande reconhecimento, atendendo moradores locais e também clientes de Brasília. Além de seu serviço direto, ele mantinha um ateliê na 504 Sul. Conhecido pela simplicidade, simpatia e espírito solidário, o casal ajudou muitos moradores, inclusive oferecendo transporte em uma época de poucas opções. Durante anos, Sr. Borges e Dona Aurora formaram o Casal Símbolo da SQ 11.

 Hungria Hip Hop

Fenômeno do cenário nacional e um dos rappers de maior influência no país, Gustavo da Hungria Neves, o Hungria Hip Hop, tem sua trajetória profundamente enraizada em Cidade Ocidental, cidade que ele faz questão de sempre citar e homenagear. Sua inspiração começou no quarto, onde ele se imaginava no palco. As lembranças vividas em Cidade Ocidental se transformaram em grandes sucessos, alcançando visibilidade nacional e parcerias com artistas como Lucas Lucco e Gusttavo Lima. Apesar da fama, Hungria jamais esqueceu a cidade onde cresceu; na música “Lembranças”, sua história como ocidentalense é diretamente retratada, o nome da cidade está tatuado em seu corpo.

Carlos Augusto de Cunha Araújo

Carlos Augusto de Cunha Araújo, amplamente conhecido como Carlos Pança, chegou à Cidade Ocidental em dezembro de 1976, quando a cidade estava em seus estágios iniciais de desenvolvimento. Sua história está ligada aos serviços essenciais e ao esporte local. Aos 13 anos, em 1977, ele se tornou o primeiro cobrador de ônibus da Viação Anapolina. Carlos Augusto dedicou-se intensamente ao futebol, sendo cofundador das equipes Juventude e do Clube Independente Desportivo (CID), de onde vem seu apelido. Em 1982, ele também foi um dos fundadores da equipe de base Sociedade Esportiva Ajax, revelando muitos bons jogadores para a cidade.

José Ribeiro da Costa

Natural de Corumbá, Goiás, José Ribeiro da Costa, o Sr. Josa, foi um pioneiro e empreendedor notável em Cidade Ocidental. Ele fundou um dos primeiros bares da cidade, o Bar do Canindé, localizado na SQ 11, que rapidamente se tornou uma referência de lazer e convivência. Mais que um comércio, o bar era um ponto de encontro tradicional onde vizinhos, amigos e famílias se reuniam para confraternizar e fortalecer os laços da nova comunidade. Casado com Ricardina Cunha Ribeiro, ele construiu uma vida pautada pela dedicação à família e à Cidade Ocidental.

Maria Eliane Chaves

Maria Eliane Chaves chegou à Cidade Ocidental em 1976 e dedicou sua vida ao serviço comunitário e à saúde pública. Em 1982, ela assumiu o comando da primeira unidade de saúde do núcleo habitacional. Sua trajetória é marcada pela dedicação silenciosa e contínua, que foi essencial para a narrativa da cidade, sendo ela a primeira enfermeira, cantineira e telefonista de Cidade Ocidental. Além de seu serviço direto, ela guarda um valioso acervo de fotos e lembranças, preservando a história da cidade não apenas por meio de imagens, mas por uma vida dedicada ao serviço ao próximo.

Miguel Antônio Andrade da Cunha

Miguel Antônio Andrade da Cunha, o Miguel Pombo Roxo, é um pioneiro cuja história está ligada à fundação e à autonomia política de Cidade Ocidental. Natural de Aracati, no Ceará, ele se mudou para o núcleo habitacional Cidade Ocidental no período em que o mesmo ainda estava em construção. Miguel Antônio formou sua família, tendo duas filhas, Fernanda e Alessandra. Reconhecido como um verdadeiro pioneiro, Miguel foi salva-vidas no Ocidental Náutico Esporte Clube, atuando ainda como desportista. A sua maior marca foi o papel crucial na vida pública: o Sr. Miguel foi uma peça fundamental na articulação e realização do plebiscito de emancipação do município.

Francisco Nonato Severo

Conhecido por sua dedicação e pioneirismo na área de construção, Francisco Nonato Severo chegou a Brasília vindo da Paraíba em 1969, aos 22 anos, iniciando sua trajetória na Construtora Ocidental. Em 1974, foi um dos primeiros trabalhadores a pisar no território em que seria erguido o núcleo habitacional Cidade Ocidental, quando tudo era apenas cerrado puro. Atuando com maquinários pesados, ele ajudou a abrir as primeiras ruas da cidade, como a SQ 11, literalmente pavimentando os caminhos da Cidade Ocidental. Com 56 anos dedicados à mesma construtora, ele é o único funcionário que permaneceu morando na cidade desde a sua fundação, sendo um elo vivo com os primeiros passos do município.

José Tavares

Nascido na Bahia em 1940, José Tavares é um pioneiro e também figura política da Cidade Ocidental. Chegou em 1974, estando à frente da primeira equipe de máquinas para o desmatamento da então Fazenda Aracati, que se tornaria a cidade. Após a fundação, estabeleceu-se com a família. Em 1989, assumiu a função de motorista da primeira ambulância da cidade, doada por Luziânia, trabalhando sozinho por três anos e meio, sem descanso. Devido à falta de recursos na época, moradores o procuravam em sua casa na SQ 11 a qualquer hora para serem socorridos. José Tavares participou ativamente do movimento pela emancipação e, em 1992, foi eleito como um dos nove primeiros vereadores de Cidade Ocidental, reelegendo-se para o mandato seguinte.

Benedito Bosco da Cruz

Nascido em Minas Gerais em 1950, Benedito Bosco da Cruz, o Bosco, chegou em Brasília em 1969 e ingressou no Exército Brasileiro em 1970. Seu interesse pela fotografia nasceu nesse período. Em outubro de 1978, mudou-se com a família para Cidade Ocidental, fixando residência na SQ 11, onde mora até hoje. Após trabalhar na Kodak, na década de 1980, ele inaugurou sua própria loja. Por mais de 30 anos, ele registrou momentos marcantes na vida dos ocidentalenses, como casamentos, batizados e eventos políticos. O Sr. Bosco também participou do processo de emancipação da Cidade Ocidental, registrando todos os momentos desse ato histórico.

Pedro Martins Fernandes

Nascido em Tocantins em 1959, Pedro Martins Fernandes, o Federa, reside em Cidade Ocidental desde 1978. Ele se destacou no esporte local como técnico do time do Cid durante a década de 1970 e no comércio, como proprietário da Pizzaria Tabu e, posteriormente, do tradicional bar Cachaças. Federa foi um apoiador e lutador pela emancipação e se envolveu na vida política, contribuindo ativamente para a gestão municipal durante os governos de Pininio Araújo e Giselle Araújo.

Abelardo Alves Evangelista

Natural de Curaçá, Bahia, Abelardo Alves Evangelista chegou à Cidade Ocidental em abril de 1974, com a Construtora Ocidental. Ele é amplamente reconhecido pela comunidade como “Abelardo de Saneago” e é lembrado por seu papel crucial no desenvolvimento local, prestando inúmeros serviços essenciais que ajudaram a garantir a infraestrutura da nova cidade. Abelardo escolheu a Cidade Ocidental — que ele próprio ajudou a erguer — como o seu verdadeiro lar, onde vive e criou sua família, sendo um exemplo de dedicação e amor pelo Município.

José Higino Campos Pinto

José Higino Campos Pinto chegou à Cidade Ocidental em 1974 e dedicou sua força e conhecimento à construção civil do município. Ele participou ativamente da edificação das primeiras casas, como as da SQ 11, 12 e 13, deixando sua marca em diversos lares da população ocidentalense. Além de sua contribuição urbana, José Pinto foi servidor público no Ministério da Fazenda por 22 anos, até se aposentar. Ele expressa grande orgulho pela cidade que ajudou a fundar e onde criou sua família.

Francisco de Assis Martins

Francisco de Assis Martins, o Chico Martins, nascido em São Vicente do Seridó – PB, chegou à Cidade Ocidental antes mesmo dela ser fundada. Ele é um dos cidadãos que ajudaram a escrever os primeiros capítulos da história do município, dedicando sua vida à construção coletiva de um lugar melhor para todos. Junto à sua esposa, Janete Costa, ele formou sua família na cidade e se tornou uma figura importante e atuante na comunidade, cuja trajetória é celebrada por seu espírito pioneiro e seu legado de construção social.

Olivan Lessa

O alagoano Olivan Lessa mudou-se para Cidade Ocidental em 1977. Como integrante da banda de música do Batalhão da Guarda Presidencial, ele foi convidado para assumir o comando da Fanfarra do Colégio Estadual Ocidental (CEO). Sob sua regência, a Fanfarra do CEO era o destaque em todos os desfiles cívicos de 7 de setembro. Olivan Lessa, que deixou um legado na área musical e cívica da cidade, faleceu em 1994.

Cid Lima e Gina Lima

O casal Cid e Gina Lima chegou ao núcleo habitacional Cidade Ocidental em 1978. Eles desempenharam um papel significativo na vida social e juvenil da época, sendo presenças notáveis em eventos como as galinhadas e bailes de carnaval no antigo Ocidental Náutico Esporte Clube e em festas na antiga Hollyday. Cid Lima, faleceu destacou-se também no esporte. Gina Lima também teve grande destaque na área da educação. Cid Lima nos deixou em 2013.

Raul Magalhães

Natural de Correntina, na Bahia, o cabeleireiro Raul Magalhães chegou à Cidade Ocidental em 1978, acompanhado de sua esposa e seis filhos. Seu grande projeto era a criação de uma biblioteca na sede da Maçonaria, localizada ao lado da Feira Coberta. Para isso, dedicou-se a coletar livros em diversos órgãos de Brasília e Goiás. Infelizmente, Raul Magalhães faleceu em 2012 antes de conseguir concluir este importante projeto cultural para a cidade.

David Budin

David Budin, funcionário da Eletronorte, mudou-se para Cidade Ocidental com o objetivo de realizar o sonho de se tornar patrão. Em 25 de agosto de 1991, ele e sua esposa, Madalena Budin, fundaram o primeiro veículo de comunicação do município. As primeiras edições do periódico foram publicadas com o título “Sem Nome” e, após a realização de um concurso, o jornal passou a se chamar Jornal Ocidental. Posteriormente, David retornou à sua cidade natal, onde faleceu.

Maria Graciete Correia

Maria Graciete Correia foi uma pessoa de confiança e próxima de João Batista, o proprietário da Fazenda Aracati. Após a criação do núcleo habitacional Cidade Ocidental, ela se mudou para a nova localidade e assumiu a liderança do primeiro Grupo de Escoteiros da cidade. O grupo foi denominado Gentil Meireles, em homenagem ao pai de Cleto Meireles. Ela também foi proprietária da primeira pensão do município, a Pensão Bambola.

Lindolfo Lima

Natural de Campos Gerais, Minas Gerais, Lindolfo Lima chegou a Cidade Ocidental no final da década de 1970. Em 1980, ele inaugurou a Padaria Brasil na SQ 15. Entre 1985 e 1990, assumiu o cargo de administrador do núcleo habitacional. No esporte, contribuiu ativamente para que muitos jovens tivessem oportunidades e evitassem a marginalidade, em virtude disso o Ginásio de Esportes da Cidade recebeu o seu nome. Faleceu em 2001.

Stelucia Oliveira Paschoal

Stelucia Oliveira Paschoal, carinhosamente conhecida como Stella, mudou-se para Cidade Ocidental em 1978. Ela faz parte da história inicial dos serviços essenciais da cidade, tendo sido, ao lado de Eliane Chaves, uma das primeiras telefonistas do núcleo habitacional. Servidora concursada no município, seu laço com o pioneirismo da cidade é ainda mais profundo, pois seu pai, o Sr. Stênio foi um dos primeiros comerciantes a se estabelecer na Cidade Ocidental.

Severiano Pereira Braga

Severiano Pereira Braga, conhecido como Sr. Severo, foi um importante pioneiro e guardião das tradições culturais na Cidade Ocidental. Ele destacou-se como um dos responsáveis por manter viva a tradição do marmelo na região, além de ser um dos fundadores da Folia de Nossa Senhora da Abadia. Sua relevância para o desenvolvimento urbano é notável, pois a área atualmente ocupada pelo bairro Parque Nova Friburgo pertencia a ele.

Milton Mota Lima

Milton Mota nasceu em Conceição de Coité, na Bahia. Sua conexão com a Cidade Ocidental é anterior à própria fundação do núcleo habitacional, pois ele já trabalhava na Construtora Ocidental antes mesmo de a empresa adquirir as terras da Fazenda Aracati.
Durante a fase de construção de Cidade Ocidental, ele foi encarregado de chefiar a equipe responsável pelo serviço de instalação das redes de esgoto e saneamento básico. Milton Mota também foi um dos proprietários da primeira padaria da cidade.

Luiz Gonzaga Moreira

Mineiro de Contagem, Luiz Gonzaga Moreira, o seu Luiz, mudou-se para a Cidade Ocidental no início da década de 1980. Três anos depois, Sr. Luiz, como era chamado por todos, tomou posse do cargo público estadual de porteiro do Colégio Estadual Ocidental. Ele marcou a vida dos alunos através dos conselhos que dava.

Alice Porto

Natural de São João dos Patos, Maranhão, Alice Porto chegou à Cidade Ocidental em 1980 e rapidamente se tornou uma figura central na vida cívica do Município, sendo uma das pessoas mais próximas de Felisberto Mesquita, o fundador da AMCO (Associação dos Moradores da Cidade Ocidental).
Em sua atuação na AMCO, Alice Porto assumiu a função de tesoureira. Seu trabalho e dedicação a transformaram em uma grande líder comunitária e uma respeitada líder religiosa.

Grinaura Reis

A servidora pública Grinaura Reis chegou ao solo ocidentalense em uma data histórica: 15 de dezembro de 1976, o mesmo dia em que a Cidade Ocidental foi inaugurada. Dona Grinaura se destacou em duas frentes cruciais para o novo núcleo habitacional. No comércio, foi proprietária de um dos primeiros estabelecimentos da cidade, o Armarinho Pai Tomaz. Na educação, ela adquiriu máquinas de escrever e fundou a primeira escola de datilografia da Cidade Ocidental. Ela também foi a primeira alfabetizadora do núcleo habitacional.

Cleto Campelo Meireles

Nascido na cidade cearense de Tauá, Cleto Campelo Meireles, através da Construtora Ocidental, tornou-se referência no ramo imobiliário em Brasília, se destacando também em Goiânia. No começo da década de 1970, aceitou o desafio feito pelo ministro do Interior, Rangel Reis, e adquiriu a Fazenda Aracati para em seguida construir uma cidade. No dia 15 de dezembro de 1976, Cleto Meireles inaugurava a cidade que ele planejou e construiu.

Sidnei Araújo

Aos nove anos de idade, em 1977, Sidnei Araújo, o Magal, trocou a cidade goiana de Monte Alegre de Goiás pelo núcleo habitacional Cidade Ocidental. Morador da SQ 11, vivenciou o início da cidade, marcada pela escassez de infraestrutura, que ele descreve como uma “decepção” inicial. Pioneiro, Magal participou ativamente de todos os processos eleitorais desde 1978, demonstrando um compromisso contínuo com a política local.
Também contribuiu por quase duas décadas na imprensa alternativa, onde fotografava e produzia matérias para informar os moradores sobre a realidade da Cidade Ocidental.

Edson André de Aguiar e Wilson Aguiar

Os irmãos Edson André de Aguiar (Engenheiro) e Wilson André de Aguiar (Auxiliar de Projetos) foram pioneiros e trabalharam na Construtora Ocidental. Edson foi um dos engenheiros responsáveis pela construção da cidade. Sua casa foi o primeiro posto telefônico. Wilson (morador desde 1978) é a memória viva da Cidade Ocidental, narrando a vida na SQ 11, a tranquilidade, o lazer rústico e os desafios de transporte e comunicação dos primeiros anos.

Dom Agostinho

Após iniciar sua missão em Uruaçu (GO), Frei Agostinho concretizou seu projeto de fundação na Cidade Ocidental (GO) em 1977. Ele estabeleceu o Jardim da Imaculada. Frei Agostinho se tornou o presbítero pioneiro da evangelização na vasta área populacional entre Luziânia e Valparaíso de Goiás. Com seu confrade, Frei Miecislau, ele iniciou as missões de maneira singular: colocando cartazes nas ruas, casas e bares para avisar que os frades haviam chegado e que as missas seriam celebradas em residências e comércios. Em 1989, sua conexão com a região foi elevada quando foi nomeado o primeiro Bispo Diocesano de Luziânia, servindo o povo do Entorno por 15 anos.

Martinho Alves da Silva

Martinho Alves da Silva, o Sr. Martinho, é natural da Paraíba. Ele chegou à Cidade Ocidental em 1972, quando o local ainda era apenas a Fazenda Aracati. Seu primeiro trabalho na região foi justamente nessa fazenda, de propriedade de João Batista.
Em seguida, Sr. Martinho foi contratado pela Construtora Ocidental para participar ativamente da construção da Cidade Ocidental enquanto núcleo habitacional.
Seu trabalho dedicado e reconhecido resultou em uma medalha de homenagem da Construtora Ocidental. Após a conclusão da construção da cidade, sua expertise foi requisitada em nível internacional: a Construtora Ocidental o enviou para trabalhar em uma nova missão na Nigéria.

Martinho Geraldo Oliveira

Martinho Geraldo Oliveira chegou à Cidade Ocidental em 1977, aos 18 anos, juntando-se aos irmãos Vicente, Chico e Geraldo que já residiam na casa do seu cunhado Martinho.
Ele começou a trabalhar na área de eletricidade, atuando com Abelardo, Chico Magro e Milton Motta. Sua experiência na construção foi marcada pelo pioneirismo e risco: ele se recorda de trabalhar em postes, amarrado apenas com cinto, sujeito a choques, em uma época sem tecnologia de segurança moderna. Trabalhou para a Construtora Ocidental, Moviterra e Construmart.

Ada Mendonça

Adair de Holanda Mendonça, conhecida como Ada, foi uma das mais importantes educadoras da história da Cidade Ocidental. Diretora do antigo Colégio Estadual Ocidental (CEO), destacou-se pela dedicação em estruturar a escola nos primeiros anos do núcleo habitacional, enfrentando falta de recursos e pessoal com trabalho incansável.
Sempre presente e atuante, viajava frequentemente a Luziânia e Goiânia em busca de materiais, funcionários e melhorias para a instituição. Ada também era reconhecida pelo cuidado humano: ouvia cada aluno, resolvia conflitos de forma pedagógica e cultivava um ambiente escolar acolhedor.
Respeitada por pioneiros e ex-alunos, Ada deixou um legado marcante na educação local. Atualmente, reside no Mato Grosso do Sul.

Jorge José

Jorge José de Lima, maranhense de nascimento e cidadão do mundo por essência, chegou à Cidade Ocidental em 1977. Criado por Manoel Pires e Dona Carlota, viveu no Piauí, em São Paulo e em Brasília antes de fincar raízes no município que marcou sua história. Poeta sensível e voz ativa da comunidade, Jorge José tornou-se o autor do Hino Municipal e de versos que até hoje traduzem a identidade e a alma da cidade.
De espírito livre e comprometido com o bem coletivo, Jorge José foi líder comunitário, sendo presidente da AMCO – Associação dos Moradores de Cidade Ocidental, e fundador de importantes entidades filantrópicas.
Sua produção literária reúne seis livros escritos, sendo um deles publicado com apoio do Fundo da Arte e da Cultura (FAC). Jorge José de Lima faleceu em 2023, deixando um legado cultural e humano que segue vivo na memória e no coração dos ocidentalenses.

Manoel Vitor Neto

Manoel Vitor Neto, o Neto do PT, ganhou notoriedade enquanto sindicalista. Defendia o fim do monopólio da Viação Anapolina, a retomada da área ocupada pelo Colégio Dimensão e o fim da cobrança dos interurbanos para as cidades do Entorno do Distrito Federal. Também esteve presente no processo emancipatório de 1990 e disputou a cadeira de prefeito em 1992 e 1996. Em 2000, foi o primeiro filiado do Partido dos Trabalhadores a se eleger vereador em Cidade Ocidental. Uma de suas ações enquanto vereador foi defender os interesses dos servidores públicos do Município. Em maio de 2011, ele faleceu, vítima de um atropelamento criminoso.

Anacleto Coelho de Holanda

Anacleto Coelho de Holanda, engenheiro natural de Alfenas (MG), foi chefe do escritório técnico da Construtora Ocidental e um dos principais responsáveis pelos bastidores da criação de Cidade Ocidental. Participou das primeiras obras do núcleo habitacional, enfrentando entraves técnicos e burocráticos para viabilizar as moradias planejadas para a nova cidade. Dono de memória detalhada, preservou documentos e relatos importantes sobre o início do projeto. Foi ele também quem sugeriu o nome Cidade Ocidental, adotado em homenagem à construtora responsável pelo empreendimento. Considerado um dos pioneiros, sua contribuição foi essencial para a formação e identidade do Município. Anacleto Coelho de Holanda faleceu em outubro de 2019.

José Fernandes da Silva Neto

Nascido em 15 de setembro de 1955, em Natal (RN), José Fernandes da Silva Neto, o Silva Neto, chegou a Cidade Ocidental no início da década de 1980, onde atuou como educador e também escreveu um livro de poemas. No esporte, destacou-se como jogador do Olímpico, sendo considerado um craque por Pedro Juvêncio. Sua vida foi tragicamente interrompida em novembro de 1982, aos 27 anos, quando foi atingido por um raio enquanto jogava futebol com amigos no antigo campo que ficava onde hoje é a Orla do Lago. Apesar de outros jogadores também serem atingidos, apenas Silva Neto não resistiu.

Clóvis Fernandes

Membro de uma família tradicional e então presidente do PPS, Clóvis Fernandes atuava ativamente contra o monopólio da Viação Anapolina e defendia a instalação de um posto policial no bairro Ocidental Parque. Pouco antes das eleições municipais de 2000, ele foi morto, em um crime que gerou grande comoção local e repercussão nacional, sendo noticiado por veículos como A Voz do Brasil e Correio Braziliense.

Pedro Juvêncio

Pedro Juvêncio dos Santos, conhecido como “Seu Pedro”, foi um dos maiores símbolos do futebol ocidentalense. Chegou a Cidade Ocidental em 1977, quando o núcleo habitacional ainda estava em formação, e ajudou a transformar o futebol local na principal forma de lazer e integração dos primeiros moradores. Treinador, dirigente e apaixonado pelo esporte, participou da fundação das primeiras equipes e da estruturação dos campeonatos, comandando clubes como o Olímpico, o Caco e a Seleção Ocidentalense, com a qual venceu o Torneio do Entorno. Pedro Juvêncio acompanhou a evolução do futebol na cidade desde os amistosos e torneios simples até a realização do primeiro Campeonato Municipal, em 1981. Revelou talentos e trabalhou com dezenas de jogadores que marcaram época. Acumulou títulos, foi presidente da LECO e deixou sua marca na construção da identidade esportiva da cidade. Faleceu em outubro de 2023. 

Francisco Pedro da Silva

Francisco Pedro da Silva, o Paraibinha, trabalhou na construção do Palácio do

Itamaraty e em 1972 passou a trabalhar na Construtora Ocidental e na residência de Cleto Campelo Meireles. Em 1974, Paraibinha veio trabalhar na construção de Cidade Ocidental e anos depois tornou-se funcionário da Saneago. Tornou-se conhecido por vender churrasco na esquina da SQ 11, QD 10 — atividade pela qual é lembrado como um dos pioneiros desse ramo no Município. Faleceu em dezembro de 2022.

Geraldo Martins de Oliveira

Geraldo Martins de Oliveira, o Geraldo da Saneago, nascido em Cubati – PB, foi um dos trabalhadores pioneiros ligados à formação de Cidade Ocidental. No início da década de 1970, passou a integrar a equipe da Construtora Ocidental, atuando diretamente na construção do então nascente núcleo habitacional que daria origem ao Município. Após sua contribuição na obra da cidade, Geraldo iniciou carreira na Saneago, onde ingressou em 1984 e permaneceu até sua aposentadoria, no final de 2008. Sua trajetória reflete o percurso de muitos trabalhadores que ajudaram a erguer Cidade Ocidental e que, com dedicação e esforço, deixaram sua marca na história local. Ele faleceu em dezembro de 2016.

Pedro José de Morais

O pernambucano Pedro José de Morais, conhecido carinhosamente como Pedrão, vive em Cidade Ocidental desde 1980 e fez parte da construção não apenas da história, mas também da própria cidade, atuando como trabalhador de uma das construtoras locais.

Ele também foi um dos idealizadores da Escola de Samba Unidos da Ocidental, ajudando a transformar o projeto em uma agremiação que ganhou as ruas e o coração da comunidade. Atuante na vida social da cidade, Pedrão foi diretor da Associação de Moradores de Cidade Ocidental (AMCO), onde organizou pagodes que se tornaram referência entre os jovens da época. Sua trajetória segue registrada como parte viva da cultura e da história ocidentalense.

Ozório Lopes de Santana

Vovô Ozório, nascido em 1885, tornou-se um dos personagens mais emblemáticos de Cidade Ocidental. Conhecido por sua impressionante longevidade — que o levou a participar de programas de televisão e entrevistas — ele se destacou como símbolo cultural da cidade. Sambista de pandeiro na mão, participou ativamente dos carnavais locais e foi homenageado pela Unidos da Ocidental. Sua história, marcada por memória viva e carisma, o transformou em uma figura histórica inesquecível.

Frei Mieczyslaw Tlaga

Em agosto de 1977, os Freis Miecislau e Dom Agostinho alugaram uma casa na SQ 11 e lá foram celebradas as primeiras Missas. Neste ano, ao lado dos primeiros fiéis, Frei Miecislau celebrou a primeira Missa Campal do núcleo habitacional. A Missa foi celebrada na área em que hoje funciona o Colégio Santo Antônio. Pouco tempo depois e com a ajuda dos fiéis, seria construída a famosa Igrejinha.